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Sites chineses querem mais brasileiros

Discussão em 'Bate Papo' iniciada por Nikita, 14 Novembro 2013.

  1. Nikita

    Nikita Membro

    Registro:
    1 Julho 2013
    Mensagens:
    36
    Curtidas Recebidas:
    13
    O que já era um 'negócio da China' ficará melhor. Os 2,8 milhões de brasileiros que compram em sites chineses vão esperar menos pelas entregas e pagar menos taxas, porque o governo chinês está tomando medidas de estímulo para as lojas virtuais venderem mais ao exterior.

    Após um recente fiasco nas exportações, que em junho tiveram a maior queda desde a crise de 2009, a China se apressou a facilitar a vida dos varejistas que despacham para fora do país, numa tentativa de ficar menos dependente do comércio tradicional. A três meses do Natal, pode ser um estímulo importante para fisgar os compradores brasileiros, que esperam até 90 dias por uma remessa do país asiático.

    Segundo uma pesquisa do site de pagamentos online PayPal, 48% das pessoas no Brasil que fazem compras em sites do exterior recorrem a páginas da China, mais do que os consumidores americanos (39%), australianos (31%) britânicos (23%) e alemães (17%).

    Em benefício especial de brasileiros, já que são os clientes mais cativos e geograficamente distantes, essa nova política facilitadora da China se concentra no e-commerce para o exterior, porque internamente ele já está indo bem. Os chineses de baixa renda já estão preferindo os sites - principalmente nas cidades menores, onde as lojas físicas têm menos opções. Antes de o pacote de estímulos chegar, as vendas online chinesas já tinham saltado 24% no primeiro semestre em termos anuais, para US$ 711 bilhões.

    Estímulo fiscal. As novas facilidades para os sites exportarem se referem a desembaraço aduaneiro e serviços de pagamentos online, mas o Ministério do Comércio já prometeu estímulo fiscal e crédito especial ainda para este ano. Por enquanto, as mudanças só valem para páginas registradas nas cidades de Xangai, Chongqing, Hangzhou, Ningbo e Zhengzho, mas a partir de 1.º outubro entrarão em vigor na China inteira.

    Entre as medidas que o governo está tomando para facilitar a exportação via e-commerce está a concessão de empréstimos mais baratos para lojas que vendem online, incentivos para construção de centros de distribuição, emissão mais rápida de fatura para exportação, redução de tarifas, inauguração de um megacentro de distribuição na cidade de Hangzhou, autorização para a cidade de Ningbo construir um centro de distribuição que funcionará a partir de 2014 e será um polo nacional de escoamento. Mais a longo prazo, promete criar uma plataforma nacional de logística e melhorar a estrutura de correios em cidades médias.

    Luva. Remessas mais rápidas e baratas cairão como uma luva para brasileiros como Adriana Santiago. Moradora de Curitiba, a microempresária renovou o guarda-roupa inteiro só com roupas e acessórios comprados diretamente de sites chineses.

    "Em geral os preços praticados na China são metade dos valores de peças similares aqui no Brasil, mas o desconto pode ser maior dependendo da peça. Já comprei uma blusa por US$ 20 e vi a mesma peça em um shopping por R$ 239", conta.

    Os produtos que os brasileiros mais compraram pela internet no primeiro semestre foram roupas e calçados, mas no caso de sites chineses a preferência se dá por produtos eletrônicos, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net). "Existe a questão do preço, mas muitos produtos, principalmente em imagem e som, já estão disponíveis lá fora e ainda não chegaram ao aqui", diz o diretor da Câmara-e.net, Gerson Rolim.

    Espaço. Apesar da proliferação de sites chineses, Rolim não acredita que eles já representem ameaça para os varejistas brasileiros. "Dos 90 milhões de internautas brasileiros, só 45 milhões fazem compras pela internet. Então ainda há um mercado muito grande para crescer."

    A corretora de imóveis Márjore Campos, do Rio de Janeiro, engrossa o time dos brasileiros que pechincham em sites chineses e ficam satisfeitos. No caso dela, a economia foi de milhares de reais em um só produto.

    Ao fazer um levantamento e descobrir que um vestido de noiva não sairia por menos de R$ 12 mil novo ou R$ 1,7 mil alugado, encomendou um da China. Pagou R$ 700, e nem foi um dos modelos mais baratos. Chegou em um mês. "O vestido era muito bom, de ótima qualidade", elogia.

    Essa lua de mel, no entanto, pode acabar mais cedo do que se imagina. O presidente do site Reclame Aqui, Mauricio Vargas, diz que existem falsificações de sites chineses, ou seja, sites que na verdade são brasileiros e só revendem ou fazem a intermediação. "A farra dos sites brasileiros vendendo produtos da China foi um desastre, com mais de 120 mil reclamações nos últimos dois anos. Os produtos são realmente baratos, mas são de baixa qualidade em 70% dos casos, como os HiPhones, imitação do iPhone."

    Os sites chineses originais, segundo o especialista, têm estrutura de distribuição, remessa e logística "bem melhor". Para não comprar no lugar errado, olhos bem abertos para dois detalhes: os sites chineses falsificados têm tempo de entrega muito acima da média e geralmente estão em inglês.

    Fonte: Estadão
     
    Violet_B curtiu isto.


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