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FedEx compra Rapidão Cometa é vai bater de frente com Correios!

Discussão em 'Bate Papo' iniciada por Importe SIM!, 19 Novembro 2013.

  1. Importe SIM!

    Importe SIM! Administrador

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    Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Info...os-prontos-para-mudar-paisagem-do-brasil.html

    A FedEx – uma gigantesca organização com mais de 300 mil funcionários e quase 700 aviões próprios – chega “de verdade” ao Brasil em 2014. A empresa americana vai concorrer com o Sedex, dos Correios, principalmente na entrega de encomendas acima de 2kg – ou seja, não vai servir exatamente para você mandar um cartão de Natal, embora isso seja possível, mas para empresas enviarem encomendas a outras empresas ou clientes.

    Por que “de verdade”? Porque a FedEx era um negócio com apenas 622 funcionários no Brasil até comprar a Rapidão Cometa, em julho de 2012. Então, quase do dia para a noite, ela passou a ter 10 mil empregados e 770 veículos (a maioria caminhões) no país. Foi a segunda maior aquisição da história da companhia, atrás apenas da compra da Flygin Tigers, em 1989. Só que a FedEx ainda está implantando na Rapidão seus sistemas, processos e tecnologias. Agora, em 2014, acontece a parte desse movimento que é visível para as pessoas: a Rapidão deixará de existir e a icônica marca da FedEx será estampada no lugar dela, em caminhões, uniformes de entregadores e centros de distribuição de todo o Brasil.

    Mike Murkowski, principal executivo da empresa no país, está à frente desse processo. Aqui, ele fala sobre os bastidores da integração, o que vai mudar para os consumidores e como é estar do outro lado da cerca – afinal, ele próprio era funcionário da Flying Tigers quando a empresa foi comprada pela FedEx.

    Em que ponto está a integração com a Rapidão Cometa?
    Tudo vai bem, porque a gente manteve todo o comando da empresa. E são pessoas incríveis, eu não podia estar mais feliz com elas. Um dos maiores problemas das integrações que dão errado é não entender a cultura de negócios local. Como o Américo (Pereira Filho, ex-dono da Rapidão, que virou presidente da FedEx Express no país) trabalhou com isso a vida toda, ele tem muito conhecimento da cultura local. E também muito comprometimento com o negócio. Ele e todos os diretores foram mantidos justamente porque nós não compramos um monte de caminhões, nós compramos o conhecimento que eles tinham desse negócio no Brasil.

    A integração já melhorou os resultados da Rapidão Cometa?
    Sim. Não posso dar o número exato, mas posso dizer que nosso resultado no país no ano terá um crescimento de múltiplas vezes o crescimento do PIB, que deve ficar em torno de 2%. A principal explicação é o ganho de produtividade. Compramos 450 novos caminhões no último ano, para tornar nossa frota mais confiável. Isso fez a idade média da frota cair de 5 para 3,2 anos. Também fizemos investimentos significativos em segurança, treinamento, tecnologia.

    Pode dar um exemplo de ganho de produtividade?
    Nossa tecnologia de scanear e monitorar todos os pacotes permitiu que a gente reformulasse as rotas de entrega, para que ficassem mais lógicas. Até a forma como se carrega e descarrega um caminhão mudou. Agora, isso é feito muito mais rápido.

    A data anunciada para colocar a marca FedEx nos caminhões da Rapidão (junho de 2014) está mantida?
    A marca é a última coisa da integração. Porque a marca não é só algo pintado numa lataria, é uma promessa. Uma promessa do serviço que se espera da FedEx. Posso dizer que até junho todos os elementos principais da integração estarão cumpridos. A troca da marca será feita em fases diferentes, conforme a região do país. Deve se iniciar em junho e durar alguns meses.

    As varejistas e os donos de e-commerce reclamam muito do frete no Brasil. Dizem que é caro e ruim, se tornando um dos principais gargalos de seus negócios. O que podem esperar com chegada da FedEx?
    Podem esperar que melhore muito, especialmente quem entrega pacotes acima de 2kg, porque os mais leves não são exatamente nosso negócio. Estamos construindo uma rede de recebimento e entrega similar à que temos nos EUA, não só para quem quer enviar itens entre negócios (B2B), mas para consumidores (B2C). Em fevereiro, vamos começar a testar nosso portfólio de serviços com alguns clientes selecionados. Eles vão experimentar, por exemplo, os serviços de entrega na manhã seguinte, ou na tarde seguinte, que temos nos EUA.

    Esses empresários podem esperar melhora no preço do frete, visto que vocês serão uma concorrência para o Sedex, dos Correios?
    Não posso falar sobre o preço, mas a grande diferença que eles verão é que, se contratarem uma entrega para três dias, ela vai chegar em três dias. É como acontece nas principais economias do mundo, e o Brasil é uma dessas economias. Mas eu já pedi coisas aqui no Brasil para serem entregues em três dias e elas chegaram depois de três semanas... Essa vai ser a principal diferença. Além do ‘tracking and tracing’, a tecnologia da FedEx que permite que você saiba onde está seu pacote ao longo de todo o caminho.

    Nós vamos ver lojas da FedEx por aí?
    Não vão ver lojas, mas vão ver os caminhões. É como naqueles filmes em Nova York, que sempre passa um caminhão da FedEx no fundo... Quem sabe um dia seja assim em São Paulo?

    Vocês decidiram fazer um enorme investimento no Brasil, com a compra da Rapidão, num momento em que a economia crescia mais, não havia os protestos de rua... Quais as principais preocupações da companhia com o momento atual?
    É como investir em qualquer coisa. Como comprar uma casa, por exemplo. Você olha para o longo prazo. O Brasil tem todos os fundamentos para crescer no longo prazo, tem um sistema bancário forte, um governo forte. Tem fundamentos reais: muita exportação de grãos, reservas de petróleo. A questão é que o país depende da economia mundial: quando tudo vai bem, esses produtos são mais demandados, isso vira caixa para o Brasil, que vira empregos. Quando as coisas vão mal, o país sofre. Mas não estamos aqui por causa da economia de hoje, e sim pelo longo prazo.

    Você estava na Flying Tigers quando ela foi comprada pela FedEx, em 1989. Agora, comanda a integração com a Rapidão. Como é experimentar os dois lados da moeda?
    Sim, em 1989 eu morava em Los Angeles, que era a sede da Flying Tigers. Tinha 29 anos e era analista de marketing. Quando soube que íamos ser comprados, a primeira coisa que pensei foi: preciso procurar emprego. Porque normalmente ocorrem demissões na empresa comprada. Mas eu tinha visto a FedEx ‘de fora’ e tinha esperanças de que havia algo de diferente naquela empresa. Os caminhões eram brilhantes, os entregadores pareciam super profissionais, até a forma como eles andavam era diferente... Acabou que realmente havia algo diferente na FedEx. Eles trataram a gente de uma forma incrível. A primeira coisa que fizeram foi dizer a todo mundo que eles teriam os empregos mantidos. Depois convidaram os mil funcionários da sede para ir a Memphis, conhecer a sede da FedEx – e a gente podia levar até nossas namoradas! Fizeram festa, city tour... Depois entrevistaram todo mundo para saber que planos cada um tinha. Eu disse que queria me mudar para Memphis e ter uma vaga na sede, para abraçar de vez a empresa. E eles disseram: tudo bem, a gente topa.
    Agora estou do outro lado. Acho que a experiência anterior me fez criar uma sensibilidade para saber que a primeira coisa que todo mundo numa empresa comprada sente é medo. Todo mundo está pensando: vou ser demitido. Então a primeira coisa que fiz foi dizer a todos que o emprego deles estava garantido. Aí todo mundo relaxou. E pudemos começar a integração. A verdade é que sempre vai haver mudanças, e algumas delas as pessoas não desejavam que ocorressem. Mas, se você disser claramente o que vai acontecer, elas vão gostar disso.

    Por que a compra da Rapidão era estratégica para a FedEx?
    Veja, antes de comprar a Flying Tigers, a FedEx não era uma empresa global de verdade. Hoje, é fácil perceber que ela é. Mas isso só aconteceu depois da compra. O mesmo ocorre agora, aqui no Brasil. Antes nós não tínhamos a infraestrutura e o conhecimento do mercado brasileiro, que é importantíssimo. Seria impossível para nós vir aqui e construir isso tudo. Então compramos uma empresa com 70 anos de mercado. Trouxemos nossas tecnologias e possibilidades globais a ela. Agora, estamos prontos para mudar a paisagem brasileira.

    Pode dar um exemplo dessa importância do mercado brasileiro?
    Vou dar um exemplo. Antes um cliente pedia para a gente trazer uma encomenda da Ásia até o Brasil. A gente dizia: tudo bem. Então eles diziam que queriam que a gente fizesse a entrega para o endereço, dentro do Brasil. Ou seja, fizesse a distribuição local. Aí a gente tinha um problema. Agora, não temos mais. Isso, globalmente, vai gerar muitos negócios para nós.

    Você está há um ano no Brasil agora, morando em São Paulo. Como vai a ‘sua’ integração?
    Muito bem. Digo a todo mundo que viver em São Paulo é muito melhor do que visitar São Paulo. Quando se mora na cidade, você realmente fica sabendo onde estão os bons restaurantes, onde ficam os parques para ir correr, como lidar com o trânsito... Também fui a cidades como Bonito (MS), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR). Em novembro, vou ficar uma semana num barco, conhecendo a Amazônia. Isso vai ser bem divertido.
     
    Tony Stark curtiu isto.


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